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segunda-feira, maio 24, 2010

Videocast: Papo de Buteco 1

Videocast onde apresento meu Papo de Buteco, dando dicas de dois discos da minha pequena e estimada coleção!

Samba, cerveja e muita bobagem!!

A música ao fundo é da banda de gafieira Senta a Pua, que eu não pedi autorização, mas estou dando, assim espero, o devido crédito!

Espero que seja do agrado de todos. Estou melhorando... hehe

abraços e beijos!

terça-feira, novembro 24, 2009

Fascinação...

Enquanto não escrevo nada diferente, posto este vídeo com três belíssimas canções que de certa forma me atingem, sei lá, não sei!

Prometo que até quinta sai texto novo... Fim de ano é uma correria dos infernos.. Fechar notas, preencher os malditos diários, aprovar, reprovar, falar e ouvir muitooo... Preguiça é mato, mas tamo ai!

Abraços à todos!!

Show Disfarça e Chora com Anna Toledo, Guilherme Terra e Amelia Gumes com as canções Fala Baixinho (Pixinguinha), Carinhoso (Pixinguinha/João de Barro) e Esses Moços (Lupicínio Rodrigues).



p.s. Atualizando: Agora sim estou apaixonadoo!!!
ah! Por falta de tempo volto a postar apenas em 2010!
Abraços a todos!

sábado, outubro 03, 2009

Saravá!


Estava eu procurando um vídeo raro para postar neste humilde, porém limpinho, blog / buteco quando de repente, não mais que de repente, me deparo com vários cortes do documentário Saravah, de 1969, do francês Pierre Barouh. O gringo, famoso documentarista que prefere ser considerado amador, teve apenas três dias para captar imagens que sinceramente, eu desconhecia até então.

Encontros inusitados, como João da Baiana, Pixinguinha e Baden Powell, no terreiro do Mestre Pixinguinha, em Jacarepaguá, ou o dueto entre Paulinho da Viola, com cara de malandro moço, sem camisa e bebendo muito, e a garota de 21 anitos, Maria Bethânia.

Por falar em cara de malandro, nada mais ilustrativo do que as cenas de Baden, sempre acompanhado de seu cigarro. Nessa época ainda se podia fumar livremente! E é ele que direciona Barouh pelos cenários cotidianos do samba carioca, desvendando cantos, macumbas, influências africanas, tesouros muito bem explorados. Uma verdadeira lição para nós, amantes de uma boa música. Não deixem de assistir.
Ah! E me emocionei sim, com Pixinguinha conversando e tocando Lamento, e João da Baiana, tocando seu pratinho e dançando macumba como um moleque! Rapaz! Sem palavras!

Baixei por um torrent, que depois disponibilizo.

um trecho, retirado do youtube:

sábado, setembro 19, 2009

Enquanto isso...

Enquanto não chega o texto novo, vão curtindo o videozim, pra lá de divertido. E recomendo assistirem a TODOS deste canal Trama/Radiola. Bom fim de semana, meu povo!



ah!! Tô no twiter agora viu? http://twitter.com/tiagosanzio Passem lá!

quarta-feira, julho 22, 2009

"Férias"

Pois é amigos e amigas... Estou em "férias" vagando e vagabundando no Congresso de professores na lindíssima cidade de Poços de Caldas. Sábado estarei de volta com crônica nova e tudo mais...

No mais, lhes deixo com este delicioso vídeo da cantora Janaína Moreno, que tá lá no Rio de Janeiro mostrando pros cariocas o que é que a mineira tem.

beijos e abraços a todos!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Curtas 3



Na escola, um funcionário


e aquele meu amigo que disse que neste carnaval vai lavar bem o pinto e a bunda, por que nunca sabe de qual dos dois vai precisar!!


Hoje de manhã...


-Alô?

-Alô! Te acordei?

-Com toda certeza. Ainda tô meio dormindo.

-Uai... Oce num ta trabalhando não?

-Nada.. Só de tarde e a noite!

-O quê? Sério?

-É uai.. dando aulas demais...

-Hum... bom... O Beto ta ai? Pode chamar ele?

-Beto? Num tem essa pessoa aqui não!

-Ops... Desculpa... Foi engano...

Tu tu tu tu...


Bar do Índio


-Um cerveja, por favor!

-Brahma como sempre né?

-Não, não! Hoje vou de Skol, ressaca danada! É bom tomar muita água.


Carnaval


-Vai fazer o quê?

-Ficar por aqui mess... meio desanimado...

-Ficar em BH? Que deprimente, rapaz...

-E num é? Talvez eu faça um churrasco. Vamos?

-Nada sô! Tô indo pra Itaoca!

-Sério? Bem feito!


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Flores Partidas


Existiu um cara chamado Vinícius de Moraes que disse certa vez:


Ah, insensatez que você fez

Coração mais sem cuidado

Fez chorar de dor o seu amor

Um amor tão delicado

Ah, por que você foi tão fraco assim

Assim tão desalmado

Ah, meu coração, quem nunca amou

Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão

Usa só sinceridade

Quem semeia vento, diz a razão

Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão

Perdão apaixonado

Vai, porque quem não pede perdão

Não é nunca perdoado


sexta-feira, dezembro 12, 2008

Maratona, samba e Chico Buarque


Existem sonhos que podem parecer pesadelo, e vice versa. Quer um exemplo? Sonhar com o show do Chico Buarque seria algo maravilhoso, mas quando o amado infeliz começa a tocar Samba do Grande Amor, pode acabar virando pesadelo. Achou estranho? Explico por que:


Durante esta dura maratona do samba, a música do Chico, que eu tantas vezes aclamei por ser tocada, foi executada nada mais nada menos do que onze vezes. Isso mesmo minha gente! ONZE vezes! Haja Samba e Haja Amor!


Na falta do que fazer, eu e Lucas, fomos tentando acompanhar quantas vezes os repertórios se misturavam. Com o Chico na ponta, em segundo contamos com o grande Zé Kéti e seu A voz do morro e a partir daí, vários outros clássicos, cantados por diferentes artistas, por umas sete, oito interpretações.


Nada contra. Sou apaixonado por samba e nunca deixarei de ser, mas juro que em certos momentos queria demais ter nascido um desengonçado dinamarquês, e nunca ter ouvido nem sequer uma nota sincopada. Novidade sempre é bom.


Fui guerreiro, homem forte, filho do norte (zona norte, noroeste, por ai) e com isso venci todas as repetições exaustivas e acabei me exaurindo com o show final no Cartola Bar, com muita Brahma gelada e cachaça seleta e vale-verde!


Nem a falta de comida, banho ou sono foram capazes de me fazer desistir. Nem eu e nem meus companheiros, deixo bem claro. Fomos todos heróis, merecedores desta honra concedida. Somos sim os maiores foliões de Belo Horizonte e ai de quem se opor. Vai encarar? Fique então 72 horas, mané!


Brincadeiras a parte, após a vitória tive meus 15 minutos de fama, com muitas fotos, conversas atravessadas e pouco diálogo compreensivo. Me senti um verdadeiro BBB, tirando o fato de não posar pra G magazine , dar entrevista pra Ana Maria Braga e muito menos ter que aturar o Pedro Bial. Seria demais!


Deixo bem claro que esta aventura ficará marcada para sempre, inclusive por que nunca mais recuperarei o sono perdido, segundo o Google. A grana do prêmio infelizmente já está no fim. Estou gastando justamente no samba, queriam o quê?


Outra dessa? Desculpe decepcionar meus novos fãs (uns 2 ou 3), mas creio que não participo. Mesmo sendo samba não grado de competição, tensão ou coisas que envolvam disputa acirrada. Me dá um preguiça danada.


Na próxima incentivarei os participantes tomando minha cerva gelada e curtindo, sem compromisso, quem sabe até, O samba do grande amor! Valeu Chico! Valeu a todos!


Para terminar, aí vai, só mais dessa vez, eu juro: Hoje eu tenho apenas uma pedra em meu peito, exijo respeito não sou mais um sonhador, chego a mudar de calçada quando aparece uma flor e dou risada pro grande amor, MENTIRAAAA!!!!


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A foto é minha! Morram de inveja!
Palácio das artes, 2007!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Maratona - O fim! (agradecimentos e rasgação de seda)

Sim minha gente! Após 48 horas de muito samba, chegamos ao fim desta Primeira Maratona. Foi divertido, cansativo, e surreal em vários momentos. Tenho uma lista de agradecimentos e juro que nem sei direito como escrever tais fatos. Adianto que EU GANHEI esta peleja! Consegui ofuscar a vitória são paulina no Brasileirão!!!


Foi fácil não, viu! Começarei do começo, dividindo este relato em dois posts, sendo assim, paciência! Lembro de várias coisas, ou alguns flashs, sei lá. Vou contando devagarim, miudim, mesmo por que ainda estou meio zonzo depois de tanto batuque.


Penso o seguinte. Ficaria meio chato uma narração linear de todo o trauma. Vou apenas jogando algumas impressões. Não quero parecer pretensioso ao ponto de vocês acharem que ganhar essa maratona de samba ou a são silvestre tem o mesmo valor. É óbvio ululante que o samba vale bem mais e faz muito mais sentido do que simplesmente correr.


Pra começo de conversa, agradeço aos meus amigos João Carlos, Alexander e Reinaldo, que me apoiaram pacarai, não só nas caronas entre as casas de samba, como também na boa companhia. Aline e Luciana também, indo me ver de manhã, que com certeza era o horário mais difícil. Agradeço também a todos os outros que foram me visitar em cada samba, mesmo estando eu em outra dimensão, incapaz de uma conversa coerente. Maíra, Marina, Renata, Rafa, Pablo, Michele, Igor, Alberto, Ana Paula, Guilherme, Venúncia, Adelino, Denise e todos os outros.


Continuando, gostaria também de citar as ótimas amizades que fiz durante esta trajetória: Lucas, oponente dos mais honrados que acabou virando um grande aliado! Flávia que nos divertiu muito, Camila, mesmo tendo dormido tanto foi sempre uma graça, Adrilene pela boa conversa e carinho, Mateus, Cosme, Josi, Joyce, Danúbia, Marina Gomes... eita... gente demais da conta.


Por fim, os sambistas e organizadores, porque sem eles nada disso seria possível: Miguel dos Anjos, Janaína Moreno, Mestre Jonas, Dé Lucas, Ricardo Acácio, Marcelo Roxo, Ronaldo Leon, Fábio, Peterson, Fred nego véio, Mário Moura, Rudney Carvalho, Warley Henrique, Arthur Carvalho, Toninho Gerais, Sérgio Danilo, Diza Franco, Mateus Bahiense, Thiago Delegado, Rogério San, Solange, Fernando, Du, Ana e sinceras desculpas se esqueci de alguém.


Foi ótimo também ter conhecido Edu Krieger, grande compositor carioca e um exemplo perfeito de que talento e humildade podem conviver tranquilamente. Ainda teve que me aturar bêbado, oferecendo cachaça! Pobre coitado! Fernando Bento também deu show! Parabéns aos dois!


É... ainda estou em repouso! Por isso vou ficando por aqui. Próximo texto volto com minhas rotineiras ironias e espero já ter me lembrado de alguns momentos. Será que bloqueei conscientemente algum acontecimento? Vá saber...


No domingo, mais pra lá do que pra cá, lembro parcialmente do show de Nei Lopes. É a vida né...


Recebi o Prêmio e hoje sou o maior folião de Belo Horizonte! Que honra!


Ô Sorte, como diria uma nêga linda que conheço! Ô Sorteee!!!

quinta-feira, novembro 27, 2008

Maratonas


Lembro-me exatamente como se fosse hoje toda a apreensão, coração batendo forte, medo do desconhecido, da vergonha ou do erro. Não. Não estou falando de um primeiro beijo ou algo mais pecaminoso. A sensação descrita era na verdade de uma Maratona Cultural que todos os anos acontecia no Colégio onde estudei e os alunos de 5ª série ao 3º ano eram sumariamente obrigados a participar.


Eu explico: É só imaginar uma competição entre turmas do mesmo colégio ou não, onde os alunos tinham que responder perguntas sorteadas entre todos os conteúdos. Nós também éramos sorteados e tínhamos que subir até o auditório onde uma junta de professores nos questionava e dava o veredicto. Na frente de toda uma platéia, é claro.


Um verdadeiro terror pela pressão e cobrança. Por várias vezes vi meninos considerados mais inteligentes errarem por simples nervosismo, e alguns que nunca prestavam atenção acertarem, por que não tinham medo de estar ali. Muito choro e correria para o banheiro também faziam parte do enredo.


Sempre considerei isso uma tortura, apesar de ter mais acertado que errado. Era e ainda sou uma pessoa calma. No entanto, ficou o trauma.


Estas tinham sido até então as únicas maratonas da minha vida, sendo que correr nunca foi meu forte. Sou uma pessoa muito mais de andar, comendo quietinho e devagarzinho como um bom mineiro.


Agora tenho a chance de me redimir. Dá pra acreditar que dias 6 e 7 de dezembro acontecerá em Belo Horizonte uma Maratona de Samba? Quase chorei de emoção ao saber. 48 horas de muita música em três lugares bem tradicionais: Cartola Bar, Ziriguidun e A Casa.


Comecei minha preparação para esta peleja, mesmo alguns caluniadores dizendo que já nasci para tal. Bebi segunda, me aqueci terça, dominei na quarta e chorei na quinta. Amanha tem mais. Assim será até o dia 6, onde pretendo mostrar todo meu potencial, estando 110% e me entregando de coração, corpo e alma como todo bom jogador.


Conto com a parceria e a torcida de todos os amigos e inimigos. Dá pra fazer, gente, como diria o tal sujo, que perdeu pro outro mal lavado.


Narrarei esta jornada e também como está sendo meu condicionamento, não se preocupem! No mais, passa lá, dá uma olhada na programação e vamo pro samba, sambar!!


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Um Salve ao Miguel dos Anjos, que está organizando este evento e pra todo mundo do samba nesta gloriosa cidade! Nos vemos por lá!

terça-feira, outubro 14, 2008

Nesta cidade, em que mora o samba


Certa vez, quando ainda era um pequeno catarrento (hoje já sou um catarrento crescido) estava mexendo em alguns discos na casa de Vovó Dona Ilda, com sua permissão é claro, quando vi algo que chamou minha atenção. Sempre gostei de coisas velhas, destino traçado.


Nas infinidades de títulos me interessei por dois que tinham uma capa incrível! Vários desenhos de pessoas com instrumentos, sorrindo. Apesar do magnetismo inicial acabei pegando O trem da alegria pra ouvir mesmo. Nunca gostei de Xuxa. Ela me dava (e ainda dá) um pouco de medo.


Os anos foram passando, e fui devagar conhecendo um pouco mais sobre música e criando uma identidade própria, ou algo do tipo. Passei pelo rap, rock, pagode, jazz, de volta ao rap, MPB, e diluído nisso tudo, sempre, o samba. Com a modernização e a bendita criação do CD, vovó acabou me dando todo seu acervo, e pude explorar de verdade aquele potencial.


Os discos em questão? Samba no céu e Choro no céu, coletâneas da década de 80, com sambistas e chorões que já haviam falecido. Espetáculo musical de verdade. E assim fui estudando, conhecendo, pesquisando e me apaixonando pelo samba e todo seu universo.


Ataulfo Alves, Pixinguinha, Noel Rosa, Wilson Batista, Ismael Silva, Ciro Monteiro, Adoniran Barbosa, Nelson Cavaquinho, Cartola, Clara Nunes, Vinícius de Moraes, povoaram meu imaginário e ainda me fazem voar pra longe. Sabe aquela história? Pois é, o samba passou a fazer parte.


Sou viciado em música e tenho uma facilidade tremenda para decorar letras, mesmo que as tenha ouvido apenas uma vez. Um dom e uma lástima já que sempre me pego (sem querer, juro) corrigindo cantores no meio da apresentação. Creio que alguns se sentem tremendamente ofendidos mas para outros, vira até um canal de aproximação e uma construção de amizade.


Por que essa introdução? Bem, a partir de hoje passo a intercalar com as crônicas habituais, alguns escritos sobre casas de samba, compositores, interpretes e tudo deste cenário, especificamente em nossa linda Belô.


Mesmo com o receio inicial, creio estar pronto para tal desafio.


As inovações? Bom... Meus amigos sabem como sou um “escritor” compulsivo, entonces, trabalho em mais dois projetos paralelos, de pesquisa e literatura, além de dar aula... Meu tempo sobra.


Teremos então as fotos e ilustrações do meu amigo Luiz Carlos, que só não é mais enrolado do que um novelo de lã, além dos desenhos do Pablo. Sem contar algumas intervenções do jornalista Alexander dos Reis e as idéias e apoio de Adelino Pinheiro, diretamente de Almenara para o mundo!


Coisas novas irão surgindo para deixar este blog com traços mais originais possíveis.

Espero que todos gostem.


Abraços!


p.s Foto de Luiz Carlos, sem título até onde sei... depois passo o site/portifólio dele, ok?

sábado, maio 12, 2007

Os Magistrados caem no samba


Normalmente não lembro dos sonhos que tenho. Sempre acordo meio que embriagado, daquele jeito mole e bobo. No entanto, ultimamente tenho prestado mais atenção nos pensamentos matutinos.

Nada muito sério é claro. Coisa tola, sem importância, mas que tem deixado o começo do meu dia um pouco mais alegre.

É incrível que, com a mente limpa, as idéias conseguem se sobrepor de uma forma muito mais dinâmica. Consigo pensar tanta besteira junta que nem dou conta de acompanhar.

Nesses últimos dias passei da conta. Não foi um sonho, mas uma idéia absurda. Lembrando de um carnaval, me veio à cabeça, não me pergunte porque, a imagem de um bloco onde só se reuniriam magistrados, intelectuais e grandes nomes que figuram por aí.

Por ser um amante do samba, tentei organizar de forma mais que correta cada personagem deste enredo macabro.

Pra começo de conversa a comissão de frente, com Umberto Eco, delimitando cada compasso a partir do seu delicioso livro ‘Como se faz uma tese’. O público iria à loucura.

Em segundo lugar, pensei na bateria. Ninguém melhor do que Eric Hobsbawm de baqueta e apito na mão, coordenando toda a percussão. Com direito à paradinha e tudo. O cara é um gênio.

Próximo quesito, o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Direto da USP, cheia de ginga, Marilena Chauí, quebrando todas, ao lado do não menos importante e também filósofo Renato Janine. Casal nota 10, com toda certeza.

Como madrinha da bateria, ninguém menos do que Laura de Mello e Souza, requebrando e levando o público novamente ao delírio.

Fernando Henrique Cardoso poderia ser o presidente da escola, mas, com sua retórica pra lá de vazia, pegaria uma função como ajudante da ala dos compositores. Tem sua importância né.

Sem mais delongas, empurrando os carros alegóricos, sendo insultados pela multidão, num raro momento de vaias, um quarteto do barulho: Olavo de Carvalho, Diogo Mainard, Reinaldo Azevedo e Arnaldo Jabor. E é melhor parar por aqui, porque se não deixa de ser sonho e vira pesadelo.

Agora só faltava saber o samba enredo né. Um dia eu chego lá.


Dica da hora: Filme – Quanto vale ou é por quilo? Direção de Sérgio Bianchi. Há muito tempo não via um filme nacional tão crítico à realidade de nosso país. Um paralelo interessantíssimo entre o comércio de escravos no século XVII e o mercado terceirizado dos dias atuais, além de criticar ferrenhamente empresas que exploram a miséria e lucram rios de dinheiro com o chamado marketing social. Deliciem-se pois vale a pena.