sexta-feira, junho 29, 2007

Dá-lhe Renan!!


Saio hoje em defesa do Excelentíssimo Senhor Senador Renan Calheiros!! Poxa, já está perdendo a graça o número de piadas com a situação do pobre (?)! Os humoristas deveriam dar queixa nestes casos de abuso. Onde já se viu uma história vir com tanta piada pronta? Como diria Tutty Vasques, essas coisas a oposição não vê né! Ô Raça!!

Se não bastasse o caso com a jornalista, ainda arruma maracutaia na venda de gado, com direito a escutas telefônicas, manchete no Jornal Nacional e capa da Veja... Aonde vamos parar? Deve ser por isso que a pobre (?) da Fátima Bernardes já passou mal duas vezes este mês... Labirintite nada!!

Se bem que no caso da Fátima, ela ta é pagando os pecados. Passo mal com aquele Tele-Jornal há anos e nunca os processei!

Imagino Renan, como gostaria de estar sofrendo apenas de uma simples labirintite. Dor no lombo é muito pior. E a opinião pública bate viu. Ás vezes assopra, mas sadicamente, prefere bater!!

Ele está naquela famosa tática de nunca subestimar o poder da negação. Não discordo. Tem momentos que até eu acredito nas desculpas do senador, sem brincadeira!! Ora, pra ele não há crise instuitucional, nunca existiu lobista, os gados se multiplicaram, como um milagre divino. Desculpas velhas, mas que sempre deram certo.

Deve estar sabendo que sua jornalista foi convidada pra posar na playboy. Será? Mais dor de cabeça, senador? Não bastam os 12 mil de pensão? – deve estar pensando. Mulheres... insaciáveis!

Pobre senador...

...........................................

Escrevi pouco hoje porque ainda estou em comemoração dos meus 24 anos...
Uma dica de filme, pra não perder a viagem:

Oldboy – Filme coreano de 2003, diretor: Park Chanwook. Sempre trombava com este filme para locar; preconceituosamente pensava se tratar de mais um longa de lutas orientais. Luis, grande amigo, me fez ver o contrário. Tomado de coragem, peguei.

Não me arrependi. Seguindo uma linha clássica de vingança solitária, consegue ser muito mais tenso do que outros do mesmo estilo, como O Conde de Monte Cristo ou V de vingança.

A trama é muito maior do que uma simples busca por vingança; é também a busca por dignidade, verdade, onde o protagonista, sempre confuso assim como quem assiste, parece estar a todo tempo mais disposto a expiar os próprios pecados do que chegar até seu destino. Vale a pena demais!!

sexta-feira, junho 22, 2007

Felicidade à brasileira


Sabe aqueles dias que você acorda feliz? Você se sente a pessoa mais realizada do mundo? Mais alegre e satisfeita do universo? Pois pode ir tirando o cavalinho da chuva, meu amigo. Esta posição já tem dono.

E nem digo que o motivo de tristeza é a notícia de uma possível volta das Spice Girls, a absolvição de Renan Calheiros ou o Afonso no ataque da seleção. Nada disso. O nome do estraga prazeres é Yongei Mingyur Rinpoche, considerado cientificamente como o homem mais feliz do mundo!

Ele é um monge budista de 32 anos e teve o título reconhecido depois de pesquisas e mais pesquisas na Universidade de Wisconsin-Madison (tinha que ser coisa de americano).

Os resultados dos exames indicavam que o alegre monge tinha a capacidade de meditar sobre amor e compaixão, conseguindo um resultado cerebral 800% maior que uma pessoa normal e tendo assim, uma tendência infinitamente superior de transformar o sofrimento em felicidade. Morram de inveja!

Mas, quer saber? E se este monge vivesse no Brasil? Como seria? Tirando o mês de fevereiro, teriam momentos assim tão festivos?

Bateria de testes: Pra começo de conversa, ele seria torcedor do surpreendente América-MG, assinante e leitor assíduo da revista Veja e obrigado a assistir aos domingos o programa do Gugu.

Após este primeiro escaldante momento, teria que permanecer em uma sala de 3 X 3, conversando durante quatro horas ininterruptas com figuras como: Diogo Mainard, Jô Soares, Claudete Troiano e Galvão Bueno. Assistir uma partida de futebol narrada pelo mesmíssimo Galvão também entraria como prova de fogo. Com comentários de Noronha, é claro e ajuda de Arnaldo César Coelhooo!!

Garanto que neste ponto, o largo sorriso já teria se desmanchado, ficando numa tonalidade amarelada e meio de lado, rangendo os dentes, coisa e tal...

Mas não acaba por aí. Escolheríamos para ele todos os hits mais escutados por nossa juventude: A coletânea completa do show AMIGOS, os maiores sucessos de Mc Serginho e é claro, a inesquecível poesia do grupe É o Tchan, desde os tempos de Gera Samba até os dias atuais (?). Olha o Kibeee!!!

Neste estágio, já querendo o descanso eterno, nosso estimado monge não sorriria mais. Nunca mais. E nem precisaríamos apelar pra Tv Senado, livros do Paulo Coelho ou um bate papo agradável com Clodovil. Já teria feito as malas, querendo se jogar do mais alto pico do Tibet.

Pobre monge. Mal saberia ele que teria que ficar no mínimo trinta horas no aeroporto esperando a regularização de nosso espaço aéreo e a volta dos controladores de vôo.

P.S Ele não é a cara do Dudu Nobre?? Casado com a Adriana Bombom quem não seria feliz né!!!

terça-feira, junho 19, 2007

Folclore brasileiro


Numa convenção de seres imaginários...

Saci – Não dá mais pra suportar esta situação (diz irritado) - a globalização vai acabar com nossos empregos!

Curupira – Onde já se viu? Trocar nossos queridos personagens por ogros verdes e fedorentos?

Lobisomem – Onde esse mundo da fantasia vai parar? Podem me dizer?? Ninguém mais dá importância ao mercado nacional! Viramos sucata, sucata... chuinf, chuinf...

Saci – sem choro, porra! num é homem não? Ops... Mais ou menos né...

Lobisomem – olha que arranco sua outra perna, vacilão!

Bruxa – Eu ainda acho que vocês estão fazendo tempestade em copo d´água... Não é pra tanto.

Saci – Você diz isso porque é um personagem universal. Eu, Curupira e a mula que estamos na bosta.

Mula sem cabeça - ... (fogo, fogo, fogo)

Saci – Que criança hoje em dia teria medo do Saci? Ainda mais depois que o Inter foi campeão do Mundo! Virei um Ser fofinho? Praticamente um panda tupiniquim? Ninguém me respeita mais...

Curupira – e eu então? Quem vai dar fumo pra mim?? Outro dia crianças apontaram para meus pés e riram. Riram muito! Pior foi o maldito que tentou me ajudar a atravessar a rua...

Lobisomem – e depois... do jeito que anda a violência nas grandes cidades e com o Jorge Bornhausen aparecendo na tv, como ter medo apenas de um bicho peludo e com dentes enormes...

Iara – Não me fala desse sujeito que a mula morre de medo...

Mula sem cabeça - ... (acuada e com medo) (fogo, fogo, fogo)

Bruxa – É.. nisso vocês estão certos... Mas.. o que podemos fazer?

Saci – Começar um movimento, talvez!

Curupira – Uma Parada na avenida Paulista rolava heim... ta na moda!!

Boitatá – Desculpem o atraso, mas não pude deixar de ouvir esta última parte! Fiquei calado até agora, mas chega! Eu e o Boto resolvemos rachar com o movimento!

Iara – Mas como? Por que? Sabia que te dar aqueles folhetos da Luciana Genro e do Babá não iriam ser boa coisa!

Boitatá – Queremos algo radical. Fim aos ogros, gatos de botas e super-heróis mutantes!! Viva o produto nacional!

Saci – Aff... É melhor encerrar esta convenção. Vou para dentro da minha garrafa. Melhor que faço.

Lobisomem – E já é quase dia... Daqui a pouco volto a ser homem...

Saci – Sabia... Você nunca me enganou...

Lobisomem – Pelo menos não uso um gorro bordô na cabeça...

Curupira – chega disso! Também vou voltar pra minha mata!

Iara – Que mata? Ainda existe mata? Tem algum rio por lá?

Saci – Ai..... Meu bom Ziraldo... Tem salvação???

quinta-feira, junho 14, 2007

Xou da Xuxa, Xuta e Xinga!


Infelizmente, tenho comigo que a geração de 80 cresceu assistindo muita TV. Creio que não se compare aos dias de hoje, onde as crianças nem de casa saem mais. Escola, tv e internet, resumem o cotidiano infantil. E daqui pouquíssimo tempo tudo vai se unificar apenas ao último item. Tempos difíceis. Mas, pra gente também não foi nada bom.

É claro e notório que a idiotice impera na maioria dos programas televisivos, mas se for pra nomear um grande culpado da decadência de uma década inteira, a Xuxa seria com toda certeza uma fortíssima candidata. Não chegaria ao ponto de coloca-la como a razão dos problemas sociais brasileiros (um aluno de graduação em história fez isso, juro), no entanto, do erotismo precoce, da futilidade absurda e da padronização da beleza europeizada, pode ter certeza, pra isso, teve influência direta. Assim penso.

Conversando esses dias com um amigo, descobri que ele tinha um profundo ódio pela Rainha dos baixinhos, por um motivo, que se não fosse trágico, seria cômico. Como eu perco o amigo mas não desperdiço a piada, imaginei o pequeno Pablo com seus 8 anos na frente da tv.

Acordava às 8 da manhã e já ligava a tv. Estava a rainha descendo de sua nave espacial, com mãos dadas para um anão fantasiado de tartaruga e um magrelo esquisito fantasiado de dengue (?). Surreal, pra não dizer psicodélico! Hoje, teria a certeza que, sem estar drogado, ser humano algum iria tolerar tamanho desconforto. Entendo o Bozo completamente...

Voltando... a primeira coisa que a queridíssima Xuxa fazia, depois de cantar um dos seus hits (?) era abrir aquela imensa mesa de café da manhã e convidar uma criança esfomeada para participar.

O infante Pablo, na frente da tv, vendo toda aquela comida gritava pra mãe:
- O mãe!!! O que tem pra comer?

Evidentemente, se ele teve uma infância muito parecida com a minha, longe das frutas, sucos, frios e pães de todos os tipos da querida Xuxa, lhe sobrava a alternativa de comer bisnaga com café. Nada contra, mas pra uma criança, ter essa percepção e compreender a diferença pode ter resultados alarmantes.

Pobre Pablito, esperava então a pior parte. A ordinária da Xuxa dava uma ÚNICA mordida em um pedaço de mamão e mandava recolher o resto. A criança há essa hora já babava. De ódio, é claro.

Sabe o que é o pior? Ainda hoje essa mulher ta na mídia!!!!! Como pode?? Ouvi dizer que está mais comportada, até usando roupas. Não usa mais paquitas e nem lança funkeiros cariocas. No entanto, tenho medo, muito medo...

Antes que me perguntem: Não, eu não via Xuxa. Além de ficar mais na rua do que tudo, quando ligava a tv preferia ver Changeman ou Jaspion. É... aonde vamos parar?

segunda-feira, junho 11, 2007

Perigos modernos...


conversa: dois amigos ao telefone...

-E ae rapaz!! quanto tempo??
-(silêncio)
-Ou? ta me escutando não?
-Alô? alô? quem fala?
-Sou eu rapaz!! Dorival! Reconhece a voz mais não?
-Porra Dorival? Isso é hora de ligar? Me assusta poxa...
-Hora? São seis da tarde!!!!!
-Eu sei, eu sei... mas você num vê jornal não? A Polícia Federal tem grampeado tudo poxa... Até Comissão de Formatura ta correndo risco de tomar batida... Tenho medo...
-Ocê por acaso ta de brincadeira comigo??
-Claro que não homem.. É sério! Nada de gírias e nem conversas suspeitas, ta me ouvindo?
-O que?? Num to escutando uma bobagem dessas... Não acredito...
-Mas é assim.. e... o que você queria mesmo??
-Ai... Bom... Te ligando pra tomar uma, no buteco do Juarez... mas agora, acho que até perdi o pique...
-Isso não é uma proposta cifrada né? Não preciso de códigos, preciso?
-Ocê ta louco... Isso é caso de internação...
-Hay que vigiar, hay que vigiar...
-E por acaso, nesta sua neura, cerveja seria o que?? Cocaína? e Juarez? O traficante? Faz-me rir...
-Num fala isso homem de deus... se a PF pega a gente, é Jornal Nacional na certa!! Já pensou que pesadelo horrendo aparecer na capa da Revista Veja? Prefiro a morte!!!
-E eu ainda gasto pulso com uma conversa dessas... Melhor desligar né...
-Melhor sim.. Ainda mais que ta quase na hora da minha mulher chegar, e se ela me pega falando contigo, to ferrado...
-Mulher?? Ocê é solteiro e mora com sua mãe Dorival!!!!!!! Ocê ta bêbado criatura?
-Despistando os agentes amigo, despistando os agentes...
(tu tu tu tu...)
-Se o Vavá e o Renan Calheiros fossem espertos igual eu, não estariam nessa fria.. Hay que vigiar, Hay que vigiar...

sexta-feira, junho 08, 2007

Diálogos, sempre...


....no balcão de um bar qualquer...

- E a Paris Hilton heim. Já saiu da cadeia.
- Quem?
- Aquela ricaça sô... Gringa...
- To sabendo não rapaz...
- Aquela que fez um vídeo amador com o namorado. Ta na internet!
- Haaaaa sim!! Loira com cara de barbie né!
- Isso mermo.
- Mas ela foi presa por isso?
- Isso o que?
- O vídeo uai...
- Não mané. Foi pega dirigindo bêbada.
- Que coisa heim... Falta de sorte da porra.
- E pelo jeito foi a segunda vez.
- E ficou em cana quanto tempo?
- Três dias...
- Que?? Menos que o Maluf?
- É mesmo né...
- Imagina se a moda pega...
- Que moda? Prender motorista bêbado?
- Não. Fazer vídeo pornô com namorado e colocar na net.
- Por onde oce tem andado? Abre e-mail mais não?
- Ahn? Me lembrando do vídeo... Bem sacana...
- Ainda não vi, acredita? Só algumas fotos dela sem calcinha.
- Depois te mando por e-mail. Sem erro. Ta no arquivo da empresa.
- Se teu chefe pega rapaz!
- Pega nada sô... Nem mexe na parte pobre do escritório.
- E a secretária?
- Grada de pornografia não. Já tentei aplicar. Diz que é evangélica. Sei... Com o Marcão do RH esqueceu todos os salmos...
- Não carai! Ela mexe na máquina.
- Ta na pasta do estagiário. Coisa limpa.
- Juarez! Traz mais uma Brahma e um paioso picado, faz favor...
- E uma salineira preu poder dormir legal.
....(silêncio)
- Ainda pensando no vídeo?
- Nada! Na secretária... Marcão é um cara de sorte. Dizem que ele já pegou até a filha do chefe.
- Nego tem a manha...
- E dizem que ainda fez um vídeo...
- Sério? Que sacana...
- Pois é...
...(breve pausa)
- Alguém... Alguém tem o vídeo?
- Da gringa?
- Não! Dá filha do chefe!
- Ixi... deve ser lenda urbana... cai nessa não.
- Juarez! Carlton picado e vê quanto deu, faz favor!
- Já vai? Ta cedo sô...
- Daqui vou pro samba ainda... e não esquece de me mandar o vídeo!!
- Da filha do chefe?
- Da Gringa, homem... ta bêbado?
- Esqueço não... ta indo sozinho?
- Nada... Indo com a boazuda lá do terceiro andar, sabe?
- Putz...
- o que?
- Graaaande Marcão...

terça-feira, junho 05, 2007

Exaltação à loucura


Desde criança sempre me impressionei com a loucura, ou o que entendia sobre ela. Em meu bairro, jogávamos bola, soltávamos papagaio, e brincávamos de tudo que uma criança normal da época poderia brincar. Recordo-me que, um dos programas divertidos que fazíamos era correr de algum dos (ditos) loucos que moravam pelas redondezas. Na maioria mendigos, abandonados pela família e jogados à própria sorte. Alguns até hoje andam por aqui.

Nem era por maldade. Sei lá porque fazíamos aquilo. Cito como exemplo o adorável Anselmo, que perambula ainda hoje pela igreja e cumprimenta a todos que passa. Este tem família, pelo que dizem. E ainda um outro conhecido com Chineladinho que corria atrás dos outros e até agredia. Mora em um barraco, mas hoje está mais calmo. Recordo ainda de uma mulher que andava pelos bairros Dom Bosco e Glória e também agredia quem a fitava por muito tempo.

Mas o que ficou mesmo na memória foi o Gabiroba, sempre de terno surrado, barbudo e cabeludo. Já era um senhor de idade com olhar perdido no tempo. Nunca fez mal a ninguém, mas um dia sumiu, misteriosamente. Morava na rua ao lado da igreja.

Não gostava de ser chamado de Gabiroba, mas eu nunca soube seu nome verdadeiro. Corria atrás da gente, quando estava bêbado, ao ser chamado por este apelido. De concreto sobre ele, só posso dizer isso. Agora as conjecturas.

Conversando com meu pai, descobri que era no passado um advogado reconhecido, sendo a filha muito bem criada e formada em medicina. Realmente me veio na memória que ele aparecia às vezes de banho tomado e barba feita, com belos ternos, que sumiam de um dia pro outro, para voltar ao esturricado de sempre.

Dizem que ela apanhava-o na rua, levava pra casa, dava banho, fazia a barba, trocava as roupas, mas ele acabava voltando pro mesmo lugar. Difícil de entender? Loucura? Problemas familiares? Bom senso? Quebra de estruturas? Era feliz na rua? Era mais feliz na rua? Vai se saber. Ao certo? Nada! Mas faz pensar.

Pode ser por isso, que a loucura (?) ainda me fascina, não sei. Hoje entendo que são os loucos, propriamente ditos ou não, que sacodem nossa história. Sacudir, às vezes, é o que precisamos para acordar. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima, já diria Paulo Vanzolini, ou melhor ainda: Dizem que sou louco, por pensar assim, se sou muito louco, por eu ser feliz, Mas louco é quem me diz. E não é feliz. Eu sou feliz. Palmas para Arnaldo Baptista e Rita Lee.
Continuarei com este tema, para explicar um drama pessoal. Por enquanto ficamos assim. E viva a loucura, amigos!

Aproveitando o assunto pra dica de filme: Bicho de sete cabeças. Drama nacional dirigido por Laís Bodanzky, com Rodrigo Santoro, Othon Bastos e Cássia Kiss. Vale a pena não apenas pela história, mas também pela belíssima atuação do ator Rodrigo Santoro em começo de carreira e sem esquecer da mágica trilha sonora composta André Abujamra, Arnaldo Antunes e outros. Destaque pra música que leva o nome do filme, cantada por Zeca Baleiro e composta por Renato Rocha, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. E é isso!!

quinta-feira, maio 31, 2007

Saudade e água de coco


Tiago,
Ahora te acompaño yo, tu nos acompañaste el año pasado. Estamos a mano.
Un abrazo.
José.


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Esta é a dedicatória que recebi do grande escritor, mímico, ator e diretor teatral José Vacas. Depois de ter ficado mais de um mês em sua casa, em Quito, dormindo e comendo de graça, ainda ganho esta homenagem tão especial. Seu livro El Bien Morir – Apuentes de un acompañante, só não foi presente maior que o carinho sincero de toda sua família neste tempo que por lá me hospedei.

Como fui parar em Quito? “Culpa” de Daniela Maria Vacas. Moça um pouco mexicana, um pouco equatoriana e muito Mineira. Formou comigo em História e cativou toda a turma de um jeito tão surpreendente que não pude deixar de aceitar seu convite de conhecer o Equador.

Digo que foi uma experiência fantástica. Achei Quito tão acolhedora quanto BH, mesmo sentindo um pouco de falta dos butecos de verdade. No entanto, encontrei no centro da cidade um bar bem curioso. A especialidade era a venda de shawarma, uma espécie de comida árabe (pão árabe, peito de frango, tomate, alface e molho de alho). Uma delícia.

Mas o que me fazia ir neste mesmo bar quase todos os dias era que todas as cadeiras e pôsteres eram da Brahma e esta também era a cerveja vendida, por apenas 1 dólar. Me sentia em casa. Além disso, o dono era de uma simpatia tremenda. Descendente de árabes, sempre sorridente, e deixava eu ouvir meus sambas numa boa.

Conheci outras cidades, outras culturas, dança afro-ecuatoriana, artesanato indígena, o meio exato do mundo. Experimentei porquinho da índia e abacate na sopa. Fiz um tour gastronômico. Conheci bolivianos, colombianos e chilenos. Fui numa boate de stripers. Fiquei bêbado sozinho pela cidade (duas vezes). Senti a altitude jogando bola num campo de terra, estando de ressaca. Esperei o bendito vulcão aparecer, num frio de rachar da laje da casa da Dani. Dancei salsa. Ensinei samba. Ouvi funk e axé num bar que parecia mais um corredor. Vivi loucas aventuras.

Vou contando devagar tudo que passei nesta viagem, mas este texto foi pra deixar bem claro a saudade que tenho da Dani e de toda sua família que me acolheram tão bem. Fica um aperto grande no peito sempre que lembro dos momentos que passei naquele país, no meio do planeta.
Pronto. Ta aí a saudade. A água de coco? É que acordei numa ressaca danada e tive que tomar dois pra me recuperar e poder escrever estas linhas. Pena que só cure a ressaca, e a saudade, fica... Apenas isso...

sexta-feira, maio 25, 2007

Diálogos


Ele – oi, tudo bem?
Ela – que?
Ele – Perguntei se está tudo bem!
Ela – Desculpe, o som ta meio alto, pode repetir?
Ele – PERGUNTEI SE ESTÁ TUDO BEM?
Ela – Agora não né, você me deixou surda, poxa!
Ele – Desculpe...
Ela – Nada a ver não...
Ele – Posso me sentar ao seu lado?
Ela – hum...
Ele – (sentando) Sabia que você é a mulher mais gata deste lugar?
Ela – o que?
Ele – (impaciente) Qual seu NOME?
Ela – Camila
Ele – Prazer, Flávio.
Ela – hum...
Ele – Vamos pra um lugar mais CALMO? Ali na VARANDA?
Ela – Uai. Tá!
Ele – Pronto, aqui dá pra conversar melhor. Seu nome é lindo, sabia?
Ela – Sabia sim.
Ele – hum...
Ela – Minha mãe se inspirou em Camile Claudel, sabe?
Ele – Ahn? Conheço só a Camila Pitanga, da novela.
Ela – Não vejo novelas. São o ópio do povo. Como diria uma máxima sartriana, a liberd....
Ele – (interrompendo) Quer beber algo?
Ela – hum...
Ele – Você é gata demais. Como uma mulher desta pode estar sozinha em uma festa?
Ela – Pra falar a verdade, sozinha em meio à multidão. Como diria Drummond: Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. Como diria minha avó, antes só do que mal acompanhada.
Ele – heim? Esse ai eu conheço. Aqueles das pedras no caminho né?
Ela – que?
Ele – Nada não. Quer dançar um pouco?
Ela – Não. Brigada Mário.
Ele – É Flávio.
Ela – anh?
Ele – Esquece. Já vi que você não vai me dar chance não é?
Ela – Uai. Chance de que?
Ele – de te beijar, poxa.
Ela – hum... talvez.
Ele – (esperançoso, novamente) Quero muito você.
Ela – Talvez a recíproca seja verdadeira...
Ele – Que?
Ela – Cala a boca e beija logo, porra!


Nada como os prazeres carnais...

segunda-feira, maio 21, 2007

Entre becos, ruas e vielas


Tendo como ponto de partida os becos, as ruas e as vielas, imagine-se num bairro de periferia, ao lado de morros e favelas. Agora desenhe em seu pensamento a favela propriamente dita. Inclua neste desenho uma rua estreita chama Brasil Tri-campeão. Vire à sua direta e conte alguns passos. Pronto! Novamente à esquerda e entrará no Beco 5. Então é só chamar na terceira casa o nome de Andréia Jamaica e será atendido com muita satisfação.

Não tendo estas intimidades, continue na periferia, entre no bar do Montes Claros e peça uma Brahma gelada. Também será muito bem atendido.
Vá até a padaria, ou à casa que vende chup-chup ou fique na beira do campinho olhando os moleques jogarem bola. Você será sempre bem-vindo num lugar assim.

Porque comecei a narração desta forma? Pra explicar para alguns desavisados que 99% das favelas, vilas e afins é composta por gente de bem, trabalhadora, e se isto não fosse verdade com toda certeza já teriam invadido o asfalto e ai sim a população (que se diz de bem, verdadeiros cristãos) teria razão para ter medo.

O incentivo para este texto foi ter lido em um blog português coisas fantásticas a respeito de nossas favelas. Não que eu tenha orgulho de morar em um país onde grande parte da população não tem o mínimo básico para sobreviver. Longe disso. Mas, do mesmo modo é estranho compreender esta lógica (da maioria das pessoas) onde o meio faz o ser. Ou seja, uma pessoa nascida em uma região desprovida de riqueza está fadada à marginalidade? Mais determinista impossível.

A maioria dos comentários neste blog português, por incrível que pareça, tinham como base o filme Cidade de Deus. Duvido que Paulo Lins queria despertar preconceitos quando escreveu tal obra, mas, ao chegar em determinado destino, o que se pode fazer? Cada um concebe a idéia da forma que acha mais conveniente. Ou não? Seria um preconceito vivente que já faz parte definitivamente de qualquer ser humano?

Acho graça. Rir pra não chorar. Minha idéia para amenizar este problema? Primeiro: Desligue a televisão. Depois tire a bunda da cadeira e vá conhecer a realidade que transborda à sua volta. Falta sim um pouco de realidade na vida das pessoas. Nua e crua, como dizem.

Abusei da crítica neste relato. Fica a dica: Ouça Racionais Mc´s. Músicas: Negro Drama e Jesus Chorou. Boa hora pra expelir preconceitos e refletir. Já é um começo.

Inté!

sábado, maio 12, 2007

Os Magistrados caem no samba


Normalmente não lembro dos sonhos que tenho. Sempre acordo meio que embriagado, daquele jeito mole e bobo. No entanto, ultimamente tenho prestado mais atenção nos pensamentos matutinos.

Nada muito sério é claro. Coisa tola, sem importância, mas que tem deixado o começo do meu dia um pouco mais alegre.

É incrível que, com a mente limpa, as idéias conseguem se sobrepor de uma forma muito mais dinâmica. Consigo pensar tanta besteira junta que nem dou conta de acompanhar.

Nesses últimos dias passei da conta. Não foi um sonho, mas uma idéia absurda. Lembrando de um carnaval, me veio à cabeça, não me pergunte porque, a imagem de um bloco onde só se reuniriam magistrados, intelectuais e grandes nomes que figuram por aí.

Por ser um amante do samba, tentei organizar de forma mais que correta cada personagem deste enredo macabro.

Pra começo de conversa a comissão de frente, com Umberto Eco, delimitando cada compasso a partir do seu delicioso livro ‘Como se faz uma tese’. O público iria à loucura.

Em segundo lugar, pensei na bateria. Ninguém melhor do que Eric Hobsbawm de baqueta e apito na mão, coordenando toda a percussão. Com direito à paradinha e tudo. O cara é um gênio.

Próximo quesito, o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Direto da USP, cheia de ginga, Marilena Chauí, quebrando todas, ao lado do não menos importante e também filósofo Renato Janine. Casal nota 10, com toda certeza.

Como madrinha da bateria, ninguém menos do que Laura de Mello e Souza, requebrando e levando o público novamente ao delírio.

Fernando Henrique Cardoso poderia ser o presidente da escola, mas, com sua retórica pra lá de vazia, pegaria uma função como ajudante da ala dos compositores. Tem sua importância né.

Sem mais delongas, empurrando os carros alegóricos, sendo insultados pela multidão, num raro momento de vaias, um quarteto do barulho: Olavo de Carvalho, Diogo Mainard, Reinaldo Azevedo e Arnaldo Jabor. E é melhor parar por aqui, porque se não deixa de ser sonho e vira pesadelo.

Agora só faltava saber o samba enredo né. Um dia eu chego lá.


Dica da hora: Filme – Quanto vale ou é por quilo? Direção de Sérgio Bianchi. Há muito tempo não via um filme nacional tão crítico à realidade de nosso país. Um paralelo interessantíssimo entre o comércio de escravos no século XVII e o mercado terceirizado dos dias atuais, além de criticar ferrenhamente empresas que exploram a miséria e lucram rios de dinheiro com o chamado marketing social. Deliciem-se pois vale a pena.

quinta-feira, maio 10, 2007

Tempos idos II - A missão


Falando em Nostalgia, dias atrás achei um velho caderno de redação da escola (na época chamava-se composição). Eu estava na 4ª série e tinha apenas 10 anos. Reescrevo uma das histórias agora. Linguagem bem infantil, mas parece que eu já sabia o que queria da vida! O ano era 1994, o colégio, São Mateus, e a professora, Ellen.

E o pior... aconteceu!

A minha vida era ótima. Eu era feliz, gostava de todos e todos gostavam de mim.
Eu era convidado para qualquer festa do bairro. E foi em uma festa que estraguei minha vida.

Eu tinha uns 17 anos e nesta festa já tinha “enchido” a cara, já passava da meia noite, eu já tinha dançado ate cansar, foi quando ela apareceu... Ela era linda, a garota mais bonita que eu já tinha visto

Eu olhei para ela, mas ela virou a cara, depois de muito tempo tentei ir conversar, convidei-a para dançar e ela aceitou. Dançamos a noite inteira, até ela ir embora.

Já era de manhã, eu estava com muita ressaca. E depois descobri que ela estudava na mesma escola onde eu estudava.

Na segunda feira a encontrei no colégio, nós começamos a conversar e depois deste dia ela não largou mais do meu pé, eu já estava me enjoando daquilo.

Passaram-se três anos e mesmo assim ela não me deixava em paz

1° E o pior aconteceu – Ela me pediu em casamento, e eu, igual um burro aceitei porque fiquei com pena dela. Dizer não que eu não poderia né.

Nos casamos e depois de muitas brigas eu descobri que estava vivendo com um verdadeiro dragão.

2° E o pior aconteceu – Hoje eu vivo com um dragão, minha sogra, dois filhos, e um cachorro (meu sogro), estou desempregado, sem um tostão, pagando aluguel e infeliz.

Tudo por causa do casamento!

31/10/1994 – 4ª série, 10 anos de idade.

É... as coisas mudam?? Só gostaria de saber de onde eu tirei essa idéia. Poxa.. 10 anos?

Pra não perder viagem: Ouça: Show Opinião – Encontro Histórico e militante entre Nara Leão, Zé Kétti e João do Vale em 1964. Excelente proposta, misturando teatro e o melhor de nossa Música. Recomendo!

quinta-feira, maio 03, 2007

Tempos idos


Navegando pelos mares da internet me deparei com uma notícia um tanto quanto curiosa. O grande astro do rock Mick Jagger decidiu abandonar sua autobiografia por achar tedioso pensar e relembrar o passado. Os fãs não aceitam um tipo de desculpa como essa, mas eu, considero totalmente plausível. Pensar muito no passado é realmente um saco! Se ainda fosse possível uma autobiografia não autorizada, poderia ser mais interessante.

Confesso, sou historiador, professor de história, e como entendido do riscado digo que pensar no passado só não é mais chato do que tentar entendê-lo. E ainda tem aqueles que tentam com isso fazer projeções para o futuro. Benzadeus... Maior preguiça não existe.

A vida do famoso cantor deve ter sido movimentadíssima, vivendo intensamente os bastidores deste mundo louco do show business, cheio de mulheres, drogas e muita música. Até a Luciana Gimenez entraria no livro, pensa só? Desistiu na hora certa, meu velho.

A verdade é que a nostalgia incomoda um bucado. É só lembrar quando tem aquelas festas de família e vai todo mundo sentar no sofá ver as fotos daquele antigo álbum empoeirado. Lembranças lindas, história engraçadas. Sempre tem aquele segredo de um tio chato que ninguém queria contar (e nem saber) ou coisas do tipo.


Essa parte até que é relaxante. Ainda mais quando as pessoas estão bêbadas. A bebida socializa, não é? Mas o que destrói esses momentos é o velho sentimento de respirar fundo e pensar: “Poxa, a gente era feliz e não sabia heim”. Muito bla bla bla pro meu gosto. E tem sempre alguém que diz esta bendita frase. Deve ser lei, ou algo do tipo. Será que o povo guarda apenas os bons momentos?

Taí uma grande inverdade que agora tento derrubar. Quando dizem que brasileiro não tem memória... Até parece. Todos no boteco que freqüento sabem escalar a seleção de 70, o time do Cruzeiro de 66 e o do Atlético de 71, com comissão técnica e tudo. Todo mundo lembra quem matou Odete Roitman. Então, penso eu, memória temos. Selecionar o grau de importância destas é que acaba complicando e estigmatizando nossa pobre nação. Não considero ninguém obrigado a lembrar todos os países do leste europeu, ou as capitais do Brasil ou os afluentes do Rio Amazonas. Mas queria saber porque raios ninguém lembra quem é Paulo Maluf. Se ele ainda tivesse matado a tal da Odete Roitman, hoje com certeza não seria deputado novamente.

Com estas lembranças, acabei me esquecendo do grande Mick Jegger, assunto principal deste texto. Pensando bem, se nem ele se interessa por sua história, porque eu me interessaria? Grande Jagger, acaba de salvar minha crônica, e eu, pelo menos reflito, mais uma vez, porque não fui fazer medicina ou algo que desse dinheiro, como ter um filho com um astro de rock (grande Luciana, e ainda chamam ela de burra).


Antigamente não pensava tanto nisso. Acabou o pique da faculdade, as noites intermináveis, a responsabilidade quase nula. É fato, estou envelhecendo. E como não fujo das minhas tradições, encho o peito e grito: Eu era feliz, e não sabia!

Viver ou ser feliz?


Hoje, enquanto assistia ao excelente filme sobre a vida de Vinícius de Moraes, alguns relatos me impressionaram bastante. Além dos amigos que não economizaram elogios, quando Chico Buarque, Ferreira Gullar ou Tônia Carreiro apareciam em cena era para materializar de alguma forma o modo aparentemente surreal em que o poeta vivia.

Não ligava pra dinheiro nem posições sociais. Vivia intensamente e morria do mesmo modo em amores quase sempre espontâneos como de uma criança. Simplesmente deixava a vida correr solta, fazendo o que realmente gostava de fazer.

O próprio Chico diz em uma das partes, que, dificilmente existiria um outro Vinícius nos dias de hoje, explicando que seria impossível viver com tanta doçura e ingenuidade em um mundo tão competitivo e indócil.

O modo de vida me impressionou sim, confesso. Me senti como quando era criança, e ao ver um filme de ninjas queria sair lutando com espadas e roupas pretas. Sempre tive muito disso. Lembro quando vi Forrest Gump pela primeira vez e pensei em sair correndo como o personagem do filme. O máximo que consegui foi uma volta no quarteirão, é claro, mesmo ainda não sendo uma época de boemia. Era uma criança poxa! Hoje em dia não conseguiria nem meio quarteirão. Andando... Voltando ao relato:

Dessa vez soou um pouco diferente. Sempre pensei em poesia como algo vivo, assim como a música ou o teatro ou o cinema ou tudo isso junto. Sempre pensei que, para atingir um nível agradável à arte, a pessoa deveria se desprender de algumas coisas consideradas “normais”. De certa forma, vontade de beber uísque ou ter grandes amores, fazer poemas e músicas tão revolucionárias para o cenário artístico brasileiro, não me faltou, mas o que melhor representa o que agora sinto, é a sensação de liberdade e desprendimento tantas vezes demonstrada pelo poeta.

O fato de amar até o fim de sua tão famosa chama (que não seja eterno, posto que é chama) já era compensador para acender uma nova fagulha ainda mais intensa (mas que seja infinito enquanto dure). Pode ser uma grande bobagem o que escrevo, ou talvez não entendi muito bem, e realmente penso não ter entendido, mas, o que ainda fica é esta frase, martelando em minhas idéias: “é melhor viver, do que ser feliz”! E agora?

Escrita, realidade e falta do que fazer

Escrita, realidade e falta do que fazer

Sempre fui um grande fã de crônicas, contos e afins. Fernando Sabino, Rubem Alves, Paulo Mendes Campos, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, e outros, são uma constante em minhas leituras. Todos estes, sem exceção, já produziram algo sobre a arte de criar, o fazer, o brincar com as palavras. Admiro esta genialidade. Principalmente pensando naqueles cronistas que tinham que escrever diariamente para jornais e revistas. Imagino um dia que a falta de assunto batia (e devia inevitavelmente bater). Nada de interessante parecendo que vai surgir.

Então o gênio pensa: Escreverei sobre a falta de assunto! Perfeito!
Sendo o nosso querido país uma verdadeira piada pronta, ultimamente o que realmente não falta é assunto, principalmente quando enveredamos pra política, pro futebol ou pra música.

Explorar a bizarrice ou extrapolar ainda mais uma notícia que pode parecer inofensiva é algo tão mágico e oportuno para um cronista quanto deve ser para um político pedir propina. É tão natural e inexplicavelmente impuro, um gozo de fortes emoções. E chega de analogias!

Ao certo, finjo que não estou tão atoa, e me acabo em pensamentos, viajando por linhas e sílabas, até encontrar algo coerente ou interessante para contar. Sempre escrevi para que os outros pudessem ler (mesmo quando não mostrava pra ninguém). Algum fetichismo talvez.

Ater-me a este ofício neste momento é algo tão gratificante quanto me jogar ao mar num lindo dia de sol, esquecendo é claro o detalhe; nunca aprendi a nadar.

Por fim, estou desempregado, mas não desesperado. Escrevo para passar o tempo, e quem sabe, um dia ser reconhecido por alguma obra deixada. Sonhar é bom e travesseiro barato. E me orgulho do meu novo status, entrando de vez nas estatísticas brasileiras.

terça-feira, agosto 01, 2006

Mesa de Bar



Olá à todos, amigos ou não.

Depois de muito pensar, repensar, matutar, analisar, tomei coragem e criei um Blog!! Isso mesmo!! Um Blog!!
Não, não estou tão atoa assim como a maioria pode pensar... Ando até bem ocupado. Mas, nada melhor do que um lugar público pra apresentar algumas idéias não é mesmo??
Entonces... mineiramente, vou devagar, devagar, descobrindo este novo (novo?) caminho de comunicação. Com o tempo pego o jeito e desfruto da melhor maneira possível!!
Espero que gostem!! Comentem, Critiquem, mas não deprezem!!

Pra começar, duas dicas (que isso sempre aconteça):

Ouça: "Jards Macalé"... disco MARAVILHOSO de 1972, o primeiro de sua carreira!! Verdadeiras obras primas com WALY SAILORMOON (pseudônimo de Waly Salomão na época) e TORQUATO NETO, além de músicas de Gilberto Gil e Luiz Melodia!! Vale a pena!!

Leia: "O Bom Ladrão", de Fernando Sabino. É um pequeno conto pertencente ao Livro "A Faca de dois Gumes" (1985). Sou um admirador confesso de todas as obras dele, principalmente as crônicas, e me deliciei lendo esta estória.

Bom... foi um começo... nos vemos por ai!!

Muito Axé meu povo!!